Self-Storage, o modelo imobiliário norte-americano que está se expandindo na Argentina

O modelo de negócios criado no Texas começa a se expandir pelas cidades do interior da Argentina, com faturamento de aproximadamente US$ 70 bilhões por ano em todo o mundo.

O self storage é um segmento do mercado imobiliário e contribui fundamentalmente para abrir novos caminhos e ampliar os limites dos setores. Para as empresas, funciona como um espaço privado para armazenar diversos tipos de itens, com o objetivo de promover sua venda ou guardar o excedente de estoque, a fim de liberar mais espaço.

No caso da Argentina, essa tendência está surgindo aos poucos, enquanto na Europa ela já foi implementada há vários anos e começa a dar frutos com o tempo. Diante dessa situação, as indústrias nacionais começaram a aplicá-la na AMBA e, aos poucos, ela começa a se espalhar pelas diferentes cidades do interior.

O crescimento nos Estados Unidos e o comércio digital

Os diferentes tipos de self storage
Os diferentes tipos de self storage. (Imagem de Paul Brennan)

Nos Estados Unidos, o sistema começou a ser utilizado em maior escala graças ao reality show “Quem dá mais?”, no qual os compradores disputam para arrematar leilões de diversos objetos com um valor inicial.

Um dos fatores-chave para que o setor de self storage continue apresentando um crescimento exponencial é o comércio eletrônico, ou comércio digital. Grande parte dos novos empreendedores começa a investir em pequenos itens para revenda e precisa de um local para armazená-los; é aí que surge o negócio no segmento imobiliário.

Outro motivo para seu crescimento no país é que ele responde ao aumento que ocorre nos negócios em mercados consolidados, como os da Espanha, do Reino Unido, da França e da Alemanha, apesar de novos tipos de operadores e formatos continuarem a ser incorporados.

O setor que começa a tomar forma

Com um mercado prestes a explodir, começaram a surgir associações nacionais desse setor em diversos tipos de países, embora haja uma oficial: a Federação Europeia de Associações de Self Storage. Ela se encarregam de identificar outros países nos quais o setor começa a ter estruturas sólidas, a fim de analisar seus dados e estabelecer uma regulamentação a esse respeito.

Por outro lado, no continente asiático, os mercados também estão apresentando um grande crescimento. Para citar um exemplo, a China representa uma grande fatia do mercado mundial e estima-se que sua receita já tenha atingido US$ 4,6 bilhões em 2025. De acordo com os dados, a maior concentração ocorre nos grandes centros urbanos.

O self storage na China
O self storage na China. (SmartShangai)

Estados Unidos, o maior representante mundial

Os Estados Unidos continuam sendo o maior representante do setor e concentram cerca de metade da receita global. Marcos Victorica, CEO argentino da BAS Storage, explicou esse fenômeno: “Isso se deve principalmente ao fato de que o país está se tornando cada vez mais uma sociedade das coisas. Os americanos possuem cada vez mais objetos e, quando não têm mais espaço em suas casas, recorrem a unidades de armazenamento para guardá-los. É a mesma razão pela qual o self storage cresce em todo o mundo: ele armazena coisas que crescem cada vez mais rápido, em vez de pessoas que crescem cada vez mais devagar”.

Marcos Victorica, CEO argentino da BAS Storage
Marcos Victorica, CEO argentino da BAS Storage.

O self storage como estratégia de investimento

Outro fator que mais contribui para o crescimento desse novo modelo de negócios é a possibilidade de utilizá-lo como investimento. Em vez de dependerem da variação de preço dos produtos — seja alta ou baixa — para obter lucro, os proprietários desses depósitos aproveitam a falta de espaço das empresas para oferecer a elas um espaço adicional para armazenar seus bens. Dessa forma, eles obtêm lucros por meio de outra estratégia viável de negócio.

Fonte: Ámbito Financiero

Marcos Victorica é fundador e CEO da BAS STORAGE

Empresa que está revolucionando o mercado imobiliário americano por meio da criação de um produto baseado na infraestrutura econômica dos Estados Unidos.